Boa noite Havoc

Eu sou o Marco de Indaiatuba e tenho um Eclipse GST 95 n13 há ~1 ano.

Ele está hj com 38.000 milhas mas está como se fosse zero tanto de motor qto de funilaria sem retoques e batibas. Turbina sem folga e sem fumar.

Esteticamente coloquei apenas insulfilm e rodas Mangels Driver Aro 19.

No motor estou com rewire (comprei de vc...), cabos 8mm silicone, chip TMO, válvula alívio 1G, booster 1.1 bar (comprei de vc...), escape 3" com 2 silenciosos, upper e down pipe, filtro K&N...Nessa linha só faltaria o intake...

O carro é "original" apenas ficou bem mais esperto q stock, mas o funcionamento é um relógio. Bate e pega na hora, frio ou quente, marcha-lenta não oscila nd, fica parada em 780 rpm...

 Como potência é igual a droga, vc acaba acostumando, eu queria fazer um upgrade até o máximo de potência q o motor aguenta sem precisar abrir para forjar e que segundo o fórum e outras informações é 400cv. Ou algo menor, 380 cv por exemplo para não trabalhar ali no limite de explodir td...Tbm queria mexer o mínimo possível no original, nem dar um trato no cabeçote por exemplo...Não quero mais q 400cv, ou seja será o meu target limite.

 Por exemplo, oq eu gostaria de saber é:

 1. Esses 400cv que é dito o limite do motor do Eclipse sem abrir é na roda ou no motor ??

 2. Para chegar nos 400cv eu precisarei de bicos maiores ? Quais modelos e especificações para alcool e gasolina ?

 3. A bomba original é suficiente ou precisarei de uma Walbro 255lph High Presurre ? Quais modelos e especificações para alcool e gasolina ?

 4. Precisarei de outro dosador ? Quais modelos e especificações para alcool e gasolina ?

 5. Precisarei de algum Stand-alone ou piggbag ? Qual seria indicado ?

 Obrigado antecipadamente pela sua atenção !

 Abraço

 Marco


 

Marco primeiro vou responder tuas perguntas:

1)      Os 400cv na roda é considerado o limite para um motor 7 bolts (o motor do 95 é 7 bolts) para um carro acertado. Um motor mal acertado não agüenta nem 300cv na roda. Em motores 6 bolts (motores de 90 a maio de 92) o limite seguro é um pouco mais alto, inclusive nos EUA existem motores 6 bolts sem serem forjados rodando com até 550cv sem quebras. O acerto pra se conseguir isso deve beirar a perfeição.

2)      Sim para chegar nos 400cv é necessário mais combustível. Os injetores originais do eclipse tem o fluxo de 450cc/min a 43.5 psi (3 bar). Os injetores a serem escolhidos dependem basicamente de duas escolhas: do combustível e do controlador. Se for escolhido a gasolina como combustível o controlador poderá ser um piggyback (Apexi SAFC, MAF Translator, etc...) e os injetores ficarão limitados em 720cc/min para que se tenha uma lenta sem grandes problemas. Já no caso da escolha  do etanol é mais interessante escolher um controlador que permita o controle direto sobre o ponto de ignição como o dsmlink. Os injetores podem ter o fluxo que desejares pois o controlador permite se conseguir uma lenta sem problemas. No caso do etanol eu recomendaria bicos 160lbs (1600cc/min) com a pressão de combustível reduzida. Assim se tem o fluxo necessário para o motor e ainda por cima se trabalha numa faixa de maior fluxo da bomba de combustível.

3)      A bomba original já fica no limite com o carro original e gasolina, qualquer modificação irá ser necessário o rewire, que dá uma margem maior de segurança pro carro pois aumenta em aproximadamente 58% o fluxo da bomba original. Esse aumento de fluxo não é suficiente para 400cv e a troca da bomba se torna indispensável assim como o rewire. Novamente a questão do combustível é determinante na escolha das peças. Na gasolina apenas uma barata e confiável walbro 255 High Pressure suporta até 550cv trabalhando em 3 bar. Já no etanol a bomba consegue chegar aos 300cv, para passar dessa marca no etanol é necessário mais fluxo ainda, uma segunda walbro 255 HP em paralelo (como a maioria dos supras usam) suportaria tranquilamente os 400cv no álcool.

Leve em conta que uma walbro 255 HP tem aproximadamente o fluxo de duas das famosas bombas de VW GTI.

4)      Sim outro dosador irá ser necessário para se ter um bom acerto. O orifício de retorno do dosador original é em torno de 3mm de diâmetro e é dimensionado para o fluxo da bomba original. O uso do dosador original com uma bomba de alto fluxo irá fazer com que ele trabalhe fora da escala 1:1 ou seja a pressão subirá não linearmente prejudicando o acerto. Geralmente o pessoal que fala que não é necessário a troca do dosador é o mesmo que fala que é necessário forjar o motor a partir dos 300cv, claro pois um carro que tem a pressão subindo de forma imprevisível fica difícil ter um acerto ótimo.

5)      Já foi parcialmente respondida nas outras perguntas. Com o piggyback tu só controlará o combustível e para um bom acerto um logger (aquisição de dados) será insdispensável. No caso do Dsmlink tu já tens o logger embutido, tem controle total sobre o combustível e também sobre o ponto de ignição (importantíssimo para um bom acerto com o etanol). Minha posição pessal é a seguinte: para os 400cv no etanol: dsmlink, para os 400cv na gasolina: Apexi SAFC

 

Bom agora que as perguntas estão respondidas vou te dizer como eu faria essa preparação pra 400cv:

A turbina escolhida seria uma Big 16G EVO III, usada com o coletor original do 2g retrabalhado na parte onde se conecta com a turbina. O escape tu já tens em 3”.

Na admissão eu manteria o filtro K&N e o sensor MAF original do 2G e faria um intake de 3”, porém eu posicionaria o filtro no lugar do intercooler original para que ele pegasse apenas ar fresco que entraria direto do parachoques. Um cuidado extra pra não passar por poças de água em chuvas torrenciais seria necessário.

Eu faria uma adaptador pra fixar a wastegate do turbo e rotacionaria a caixa fria do 16g pra baixo fazendo que o ar já saísse na direção  do intercooler frontal. A tubulação de retorno do intercooler viria direto do intercooler para a borboleta em diâmetro de 2,5” desde o turbo, sem passar pelo compartimento do intercooler original (onde agora estaria o filtro K&N). A BOV que tu tens do 1g poderia ser utilizada e seria feita uma modificação nela pra ela não vazar acima dos 19psi.

 No tanque eu botaria 2 walbros 255HP em paralelo como o pessoal dos supras faz.  Eu faria uma ligação em Y das duas bombas para que o fluxo delas fosse direcionado para um tubo metálico de cobre de ½”. Esse tubo de cobre substituiria a linha original e iria até o compartimento do motor. No compatimento do motor eu colocaria um filtro de combustível com elemento em inox e com conexões 8AN. Um aeroquip 8AN faria a conexão do filtro até a flauta.

Os injetores seriam os 1500cc/min) e o dosador um Aeromotive regulando a pressão de combustível base para 30 psi o que deixariam os bicos com fluxo de aproximadamente 1200cc/min. Isso permitiria uma lenta bem limpa e um maior fluxo das bombas. Todo sistema trabalharia mais aliviado. O retorno seria feito com a o tubo da linha original de combustível  e o tubo de retorno original seria removido.

 Para a aquisição de dados tu tens duas opções: ou colocar relógios na coluna ou não colocar nada lá, deixar tudo nos logs do dsmlink.

Eu colocaria primeiro nos logs e depois se achar interessante na coluna.

Um sensor MAP Gm 3.3bar ou um mais caro AEM 5 bar para fornecer aos logs a pressão correta da tua turbina. Assim junto com ponto, combustível e giro a pressão do turbo estaria ali sendo plotada.

 Opcional seria uma wideband LC-1 (apenas o sensor e o adaptador) também pra logar. Ela além da saída para o dsmlink tem uma saída extra onde tu poderia ligar um hallmeter comum para mostrar na coluna o mistura correta, pois apesar de ser um hallmeter está sendo sinalizado por uma wideband. Se for instalar o hallmeter na coluna aproveite pra colocar um manômetro do turbo e pra prencher o buraco extra  um de pressão de combustível ou de óleo.

 O hallmeter por si só não tem sentido quando se tem um logger a disposição tornando-se inútil (a não ser que seja usado pra mostrar a leitura da WB)

Os pirômetro também não tem sentido quando se tem um logger visto que a idéia do pirômetro é analizar indiretamente o ponto do carro pela variação na temperatura (ponto atrasado -> temp sobe), como tu tens acesso direto sobre o atraso de ponto pelo logger...

 Resumindo: o que é mais importante no acerto está no logger e apenas com ele tu consegue um bom acerto.

Se tu tiveres além do logger uma WB daí tu tens toda informação necessária, pra ficar melhor ainda apesar de desnecessário é conveniente um MAP sendo logado no carro.

 A embreagem original começará a patinar logo que a potencia original começar a ser ultrapassada, eu colocaria uma ACT 2600 com disco não pastilhado. O pedal fica mais duro porém a suavidade (tão importante pra que sua transmissão fique inteira) e a facilicade na largada não fica prejudicada como com o uso de discos pastilhados (lá fora chamados de tranny killers) ou seja – matadores de transmissão.

 Com essas peças e principalmente um bom acerto tu terá um carro rendendo 400cv na roda , seguro e redondinho.

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